Como estou sem tempo vou ser breve.
Já ouvi todo tipo de desculpa ao longo da minha pacata vidinha.Mas ultimamente tem uma que parece estar enraizado nas mentes e cotidianos da totalidade das pessoas:
-Não tenho tempo!
Deixando a análise sintática e semantica fora de questão tem as variantes:
-Estou sem tempo.
-Não consigo arrumar tempo.
-Não tenho tempo para nada.
-Se eu tiver um tempinho...
-Ah!não vai dar tempo.
-Meu tempo sumiu.
-Ando tão ocupado(a) que não tenho tempo para mais nada.
E muito mais que sua imaginação possa criar.
A "negação" dos -sem tempo- me faz pensar que a falta de tempo "presente" sera recuperada num "futuro" muito próximo.
Ou seja; vela preta e caixão.
Deixo aqui a minha homenagem para os "sem tempo" , sem aquela carga cultural de informações,conversas e calor Humano...deixe para depois afinal não...
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Quem se desculpa, acusa-se. ( Stendhal)
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domingo, 28 de junho de 2009
Futebol mente suja
Estava assistindo o jogo Brazil 3 X 2 EUA hoje a tarde.
Na firma é claro (Trampo quero dizer) ,como a Rede Globo pega muito mal assistimos pela Bandeirantes mesmo.Tirando as Firulices (Essa foi boa!) do Gavião Bueno e comentaristas vou reproduzir algumas Frases do narrador Luciano do Valle e seu fiel escudeiro e comentarista esportivo Neto (Ex-jogador e cover de comentarista), de como massacrar a gramática.
"O Kaká tem que dar para o Maicon..." (Luciano do Valle).
"O Robinho deu com muita força para o Luís Fabiano. (Luciano do Valle).
"Tem que enfiar por traz do lateral...na diagonal..." (Neto - Ex-jogador e cover de comentarista).
"O Elano esta aberto em cima da linha lateral..." (Luciano do Valle).
"...Eu seria injusto em não dar para o melhor jogador em campo..." (Neto - Ex-jogador e cover de comentarista).
Trio Mocotó - Replay
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Sarneylândia
Quem me conhece sabe que politica me causa asco.Mas não da para ficar alheio as últimas noticias sobre o Senado Nacional.Não assisto televisão,não ouço Rádio AM e nem FM e não compro jornal.
É!Sou um verdadeiro desinformado respondendo seu pensamento meu amigo leitor.
Mas sabe com é né?Aquelas paradinhas enquanto espera no ponto de ônibus sempre sobra um tempinho para trocar um olhar com alguma gata ou ler as manchetes na banca de jornal.A dias eu acompanho as noticias sobre o Senador José Sarney e sobre atos secretos no Senado e o Nepotismo,empregar parentes e coisas assim para juntos,todos conseguirem a máxima renda em família.
Não vou me alongar sobre detalhes e a fortuna que a Oligarca família amealhou no estado do Maranhão durantes décadas.É tio(a),Sobrinho(a),cunhado(a),primo(a) do carteiro do primo da tia da irmã do sei lá o quê todos trabalhando (trabalhando é?Eu falei isso?) e recebendo alto salários.
O dinheiro sabe de quem é não?E de onde vem certo?Como estou com preguiça de escrever e afim de tomar cerveja vou encurtar a História.
O Sarnento Senador (Sei que você gostou dessa) beirando 80 anos não deveria estar cuidando da Alma em vez do capital,dinheiro e fortuna?Parece que todos perderam o senso moral e ético.Escritor e poeta de sucesso que sempre morou e viveu bem precisa se preocupar com a geração que vem após sua descendência e por meios questionáveis manter o bem estar de todos?
É claro que não,eu e você e quem mais for chegando está careca de saber que é só o "velho" bater as botas e a prole vai queimar a grana e bens com carrões,viagens,bebida jogo e drogas.
Mas é lógico que tem muitos outros naquele ninho de baratas que mereceriam uma menção.Afinal eu e você trabalhamos a semana toda,pegar ônibus lotado...salário aquela micharia,aguentar consumidor chato,chefe mala,patrão avarento e ainda tem que fazer umas penduras lá no bar para a cervejinha enquanto os "caras" vivem de dinheiro Público,viagens,festinhas e outras putarias que nem imaginamos (Imagino sim,só não não tenho dinheiro para isso).
Agora que acabou vou cuidar da alma,vou pendurar uma cerveja e comer um enroladinho de peixe no bar do bigode.
exporta samba - reunião de bacana
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quinta-feira, 11 de junho de 2009
Recordações,tempo e amigos
Os anos vão passando. Umas vezes parecendo que os dias se arrastam, mas na maior parte dos casos, galgando terreno na nossa existência. Esta é uma constatação prática sobre a vida da qual tomamos consciência e, nunca, tão cedo quanto gostaríamos. Vivemos com a urgência do tempo. Não temos tempo para nós, para tudo o que desejamos fazer e viver. Não temos tempo para estarmos com quem gostamos. Recordamos esse tempo, essencialmente, porque tínhamos tempo despreocupados. Tempo para viver, para conviver, tempo até, para nos fartarmos do próprio tempo.
Entretanto de repente, os dias sucedem-se vertiginosamente, de fim-de-semana em fim-de-semana. “O tempo passa mesmo rápido, já estamos no Natal”, “O tempo passa mesmo rápido, já estamos novamente na Primavera. Não tarda chega o Verão e a praia.”, “Incrível, o Verão já está chegando ao fim.”. Por vezes acontece-nos ocupar demasiado tempo falando do tempo que não temos. E, entretanto, perdemos mais algum tempo, desperdiçando assim minutos, horas, dias. Em bom tom é possível que, dentro de alguma razoabilidade, por vezes se ganha no médio prazo, algum tempo, refletindo sobre tempos passados. Olhando para o presente, reorganizando ideias, objetivos, posturas.
Vem tudo isto a propósito da dificuldade de, nos dias de hoje, conseguirmos estar com amigos que nos são queridos, que foram peças constantes nas nossas vidas no passado e no presente que não convivemos tanto, pelos mais diversos motivos: porque casaram, porque têm filhos, porque se mudaram para longe, porque deixaram de ter disponibilidade de espírito para continuar . Por tudo isto e por muitos mais motivos, quebra-se uma certa rotina (mais uma vez, a rotina!), perdendo-se o hábito dessa convivência , tantas vezes, como desculpa, por suposta falta de disponibilidade, de tempo.
Mas analisemos um pouco mais esta questão: será que é assim tão plausível usar e abusar do argumento da falta de tempo? Será que, se nos debruçarmos sobre a análise da nossa vida, não vamos constatar que o tempo existe, mas está ocupado com certos comportamentos rotineiros, certas “obrigações” que não são assim tão obrigatórias quanto isso? Será que, na verdade, e bem lá no fundo, não sabemos, muitas vezes, que ao usarmos a falta de tempo ou disponibilidade, não estamos caindo em uma armadilha de nosso pensamento? E quase de forma consciente, porque mais confortável? O nosso mundo, inalterado, constante. Para mim, pelo menos algumas vezes, tenho a certeza disto já ter acontecido, o que naturalmente não me mesmeriza, também não me deixa propriamente feliz e orgulhoso!
Este fim-de-semana estive com pessoas que marcaram diferentes fases da minha vida, mas com as quais não tenho estado tanto quanto queria.E foi muito positivo. Acho que todos percebemos depois de um longo período, descobrir que as relações de proximidade e cumplicidade, a sintonia de pensamentos, com amigos, continuam presentes. Descobrir que, entretanto, nada disso modificou a amizade. Ficou, ali, inalterada, numa estante livre de poeiras, simplesmente à espera de ser novamente utilizada. E aí, confirmamos mais uma vez, que estão ali alguns dos nossos verdadeiros amigos. É a prova dos nove.
Vemos também como velhos amigos são espelhos apontados à nossa vida. Com eles, com o seu olhar, as suas expressões, o seu carinho, vemos perfeitamente aquilo que fomos, quase como se recuássemos um pouco no tempo. Ao constatarmos as suas mudanças, as suas novas posturas (embora sempre presente a sua essência), para o bem ou para o mal, somos obrigados a olhar para o que fizemos da nossa vida. Muitas vezes, é se valer disso mesmo que fugimos. Quando a nossa vida não está em condições, embora, há quem desmistifique essa ideia, essa pessoa é, precisamente, um bom amigo.
Quanto a mim, foi bom, aliás, muito bom pelo convívio do fim-de-semana.Adryana Ribeiro - Saudade Vem
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Guantanamera
"Guantanamera: quem nasce em Guantánamo, província de Cuba; o mesmo que guajira; "caipira". Caipira é gente que gosta de gente. E acredita em gente. Fica olhando o rio fazer a curva, onde o velho vira novo. A água corre só pra chegar no marzão lá na frente. Ele mesmo nunca viu tão longe, mas tem fé que a água chega. Não duvida do encontro. Só por isso continua olhando. E porque ele continua olhando, me atrevo a escrever. Pra não perder o mais simples de vista, ainda que meu olho não alcance."
Quando se opta por um modo de vida você sofre porque você não foi quem gostariam que fosse.Não é facil ser diferente quando se nega padrões de normalidade.O que fazem os normais? Quando se esta fora dos padrões é como contradizer, ter opnião contrária de todos mesmo que fique imóvel e calado. Jogam palavras pejorativas que machucam e você até passa por mentiroso,falso, e justamente pela pessoa que você mais ama.Pedem que abra mão de minhas convicções: que convicções?As unicas que eu tenho é que a morte vem para valer e os impostos.Não seriam de todos?O que mais? Meu modo de agir pensar e viver não espelha a sociedade suja e desonesta em que vivemos,as pessoas adentram os padrões para mais tarde,mesmo com seu status, bem materiais e seu "sucesso" de vida perceberem muito tarde que são infelizes, que jogaram suas vidas pelo ralo.E depois tudo isso se volta como incompreensão. Mas o que dói mesmo é no amor, é sentir que seu par feminino não aceita seu modo de vida.Saber que simplesmente você vai se virar, olhar e seguir adiante na estrada. É como ver uma multidão levada pela maré desta sociedade mediocre e vê-las se afogar nos seus padrões estúpidos sem nada poder fazer.Saber que a busca incessante pelo eterno compreender dos sentimentos e pensamentos do outro ficam aos quatros ventos e não somente no amor, mas na amizade tambem.Saber que você significa menos do que isso. Não tenho própriamente orgulho do que sou, mas não tenho nenhum motivo concreto para ser o que os outros querem apenas para agradar.A vontade de escrever e a inspiração a muito foi embora.Certas coisas não conseguimos expressar a ninguém. A unica forma é escrevê-las.
Para quem quiser lê-las.
The Sandpipers - Guantanamera - Alta Qualidade
Tradução:
"Eu sou um homem sincero de onde crescem as palmeiras. E antes que a morte me leve, quero que versos me saiam da alma. Eu sou de toda parte e eu vou para toda parte. Eu estou nas artes, em meio às montanha. Eu sou uma montanha. Tudo é belo e constante, tudo é música e razão. E tudo, feito o diamante, antes de ser luz, é carvão. Com os pobres do mundo eu quero ter o meu destino. Um pequeno riacho na montanha me agrada mais do que o mar. Eu quero, quando eu morrer, sem pátria, porém sem dono, ter na minha lápide um buquê de flores e uma bandeira. Cultivo uma rosa branca em julho, como em janeiro, para um amigo sincero que me oferece sua mão honesta. E para o cruel que me arranca o coração que me mantém vivo, eu não cultivo espinhos. Eu cultivo a rosa branca.
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